Nos primeiros seis meses do ano, houve 162 dadores. Não só se registou um aumento, como se ultrapassou o melhor ano, 2010. Mas 15% dos órgãos não tinham qualidade.

O primeiro semestre deste ano foi o melhor de sempre em termos de doação de órgãos. O número de dadores atingiu os 162, ultrapassando mesmo os valores recorde de 2009. Os dados publicados pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) revelam uma recuperação já iniciada no ano passado. O número de transplantes, porém, está abaixo de anos anteriores, o que se explica com a incapacidade de aproveitamento de órgãos, sobretudo devido à idade do dador. Apesar de haver um aumento de acidentes, a sua violência também impede o transplante destes órgãos.

Ana França, a coordenadora nacional na área da transplantação do IPST, refere que “este é o melhor primeiro semestre de sempre. Houve 162 dadores contra 157 do ano passado”. Isto significa que Portugal atingiu os 15,5 dadores por milhão de habitantes, acima dos 14,8 de 2009, ano em que o país foi o segundo melhor do mundo na doação de órgãos, recorde-se.

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